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IIS e Ministério do Meio Ambiente lançam projeto para conservação da biodiversidade e paisagens rurais em áreas privadas

O Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS) e o Ministério do Meio Ambiente (MMA), com patrocínio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e apoio da ONU Meio Ambiente, lançaram nesta terça-feira (11), no Windsor Plaza, em Brasília, o Projeto GEF Áreas Privadas – Conservando biodiversidade e paisagens rurais.

O projeto tem o objetivo de incentivar a conservação da biodiversidade e a provisão de serviços ecossistêmicos em áreas privadas também visa contribuir para o alcance de algumas Metas da Biodiversidade de Aichi. Ele parte de três abordagens principais: implementação de áreas pilotos na Mata Atlântica e no Cerrado; estabelecimento de acordo com empresas do setor florestal (papel e celulose) e melhora das capacidades públicas.

Bernardo Strassburg, diretor do IIS, apresentou oficialmente o projeto, que foi recebido com entusiasmo. Para Fernando Lyrio, Secretário de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, o projeto – apesar de trabalhar com alguns casos específicos – tem um poder multiplicador bastante significativo. “E é isso que a gente quer, ter um efeito que mostre a todos que a gente tem a possibilidade de conservar e desenvolver. O projeto representa muito das crenças que eu tenho sobre a conservação ambiental”, afirmou.

Rodrigo Martins Vieira, coordenador-geral do Departamento de Conservação de Ecossistemas do MMA, explica que a grade questão da conservação em áreas privadas está relacionada com a economia do produtor. “A área privada tem sim que servir como uma forma de desenvolvimento – e a gente quer que ele seja sustentável. Então temos que ver de que forma a gente pode ir ao produtor que detém essa posse de forma a convencê-lo e incentivá-lo a atuar para que a partir da sua conservação ele também detenha o seu desenvolvimento econômico”.

Viera ainda ressalta que o projeto é resultado de vários anseios que a sociedade e a área ambiental possuem – o de conservar áreas privadas. “Nós sempre atacamos a conservação da área governamental, pública, mas não atacamos com a mesma ênfase as áreas privadas. O projeto vem para demonstrar que temos olhado cada vez mais para isso”.

Auxílio com o passivo ambiental

Representante da Secretaria de Meio Ambiente de Alto Paraíso de Goiás (GO), Surya Mendes também esteve presente na apresentação e falou sobre as dificuldades que muitas vezes se tem para lidar com o passivo ambiental e sobre como o projeto auxiliará nesse ponto.

“As áreas privadas têm tido um desenvolvimento intensificado e deixa um passivo ambiental enorme pra que a gente faça uma gestão disso. As propriedades privadas têm como objetivo principal o lucro financeiro e vejo que há uma dificuldade para de entender a preservação como forma de lucro também. Então o projeto vem auxiliando nesse entendimento e numa continuidade desse trabalho”, afirmou.

A mesma opinião é compartilhada por Flávio Valente, gerente do Serviço Florestal do INEA. “A gente recebe o projeto com grande empolgação, pois o maior desafio que temos hoje na conservação de áreas privadas é justamente a recuperação de passivos ambientais, e o projeto vem para sanar isso”, disse.

O projeto terá a duração de 60 meses (seu término técnico está previsto para abril de 2023). 

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