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Custos e benefícios do carbono proveniente da conservação e restauração de manguezais: uma análise global

O estoque de carbono azul nos manguezais representa um dos valores mais altos por hectare e pode desempenhar um papel importante na mitigação das mudanças climáticas.

O estudo “Costs and Carbon Benefits of Mangrove Conservation and Restoration: A Global Analysis” usou mecanismos de pagamento por serviços ecossistêmicos (PSA) para estimar os preços de carbono necessário para promover a conservação e restauração de manguezais.

As informações provenientes de um mapeamento feito em 2017, de manguezais remanescentes e desmatados em todo o mundo, foram cruzadas com informações de estoques de carbono na biomassa e no solo, além dos custos de oportunidade e restauração da terra.

De acordo com estudos anteriores, foi descoberto que o Sudeste Asiático possui maior potencial em ser apoiado por programas de carbono azul na conservação e restauração de manguezais. A conservação desses manguezais remanescentes evitaria a liberação de até 15,51 PgCO2 na atmosfera e poderia alcançar valores de carbono entre 3,0 e 13,0 US $ por tCO2 para 90% dos manguezais remanescentes, sendo que a restauração de manguezais poderia sequestrar até 0,32 PgCO2 globalmente. O preço de carbono entre 4,5 e 18,0 US $ por tCO2 poderia apoiar a restauração de 90% dos manguezais desmatados. Tais preços, no entanto, podem não se aplicar a contextos de usos alternativos da terra com alto lucro, nos quais a avaliação de co-benefícios e a combinação de mecanismos baseados em carbono e gestão sustentável podem ser um caminho viável.

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