Restauração de Ecossistemas

Diversos acordos e iniciativas internacionais tem proposto o estabelecimento de metas de restauração, sendo os mais ambiciosos o Bonn Challenge e o New York Declaration on Forests, que possuem como meta restaurar 350 milhões de hectares de áreas desmatadas e degradadas até 2030. Recentemente a Organização Das Nações Unidas decretou a década entre 2021 e 2030 como a década da restauração de ecosistemas.
No entanto, os benefícios da restauração variam no tempo e espaço. Como essa variação dos benefícios esperados pode ser descrita espacialmente, adotamos métodos de “planejamento sistemático” que minimizem conflitos/custos e maximizem os benefícios derivados da restauração de ecossistemas.
Nessa agenda, o IIS tem subsidiado diferentes atores e tomadores de decisão, como o Ministério do Meio Ambiente, que em 2015 encomendou a identificação e mapeamento de áreas prioritárias e custo-efetivas para recuperação da vegetação nativa. Em resposta a essa demanda, o IIS, com colaboração de parceiros nacionais e internacionais, desenvolveu um algoritmo inovador que permite a identificação de áreas prioritárias para restauração utilizando uma abordagem multi-critério (Strassburg et al. 2019), e uma modelagem preditiva que avalia o potencial de regeneração natural – técnica de restauração mais barata – das áreas passíveis de recuperação (Crouzeilles et al. 2019). O algoritmo desenvolvido para a identificação de áreas prioritárias para restauração permite que as soluções propostas apresentem um desempenho significativamente melhor – pelo menos 30% – do que os propostos por outras ferramentas de otimização, como Marxan ou Zonation (Beyer et al. 2016), tornando sua relevância na tomada de decisão extremamente atraente. Já a modelagem preditiva do potencial de regeneração natural possui aproximadamente 80% de acurácia e permite mais de 70% na redução dos custos da restauração (Crouzeilles et al. 2019).
As abordagens desenvolvidas pelo IIS auxiliam a: i) apoiar o planejamento e implementaçao de projetos de recuperação em áreas mais custo-efetivas, ii) explorar sinergias e trade-offs entre os objetivos (conservação da biodiversidade, mitigação das mudanças climáticas e custos) sob uma variedade de cenários e quantificar seus resultados; e iii) reduzir drasticamente os custos da restauração ao aproveitar totalmente o potencial da condução da regeneração natural.
Atualmente o algoritmo desenvolvido para a identificação de áreas prioritárias é internacionalmente reconhecido e o Instituto tem auxiliado a Convenção da Diversidade Biológica da Organização das Nações Unidas na discussão da meta pós-Aichi relacionada a restauração de ecossistemas (meta 15) em duas formas: i) sediando a consulta temática sobre restauração de ecosistemas para a definição das metas pós-Aichi, e ii) identificando áreas prioritárias para restauração em escala global considerando todos os ecossistemas nativos.

Parceiros Relacionados (11)

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