Publicações > Artigo

Compartilhe

Planejando a restauração florestal em propriedades privadas, com co-benefícios de conservação em escala paisagística

A perda de floresta é, principalmente, devida à sua conversão em agricultura em terras privadas. A restauração florestal é uma prioridade global, mas as metas de restauração são ambiciosas e com orçamento limitado. Portanto, avaliar o resultado de decisões alternativas sobre o uso da terra em terras privadas é fundamental para realizar uma restauração econômica.

Apresentamos uma nova estrutura que incorpora o planejamento espacial para a restauração florestal em terras privadas com co-benefícios de conservação na escala da paisagem. Como estudo de caso, foram utilizadas três paisagens reais de 10.000 ha com diferentes quantidades de cobertura florestal na região da Mata Atlântica do Brasil e três espécies animais hipotéticas com diferentes habilidades de dispersão. Estimamos a quantidade total de floresta que os proprietários de terras devem restaurar para cumprir a Lei de Proteção à Vegetação Nativa, que exige que os proprietários reflorestem 20% de suas terras dentro de um prazo de 20 anos. Comparamos a relação custo-efetividade de cinco estratégias de restauração com base na melhoria na disponibilidade de habitat e nos custos de restauração, considerando que a estratégia mais econômica depende da quantidade inicial de cobertura da floresta e das espécies de preocupação. Mostramos que o planejamento espacial para restauração em terras privadas aumentou a disponibilidade de habitat em até 12 vezes mais do que a restauração aleatória, que sempre foi a estratégia menos econômica.

Colaboradores Relacionados (1)